Batalha de Ego

Batalha de Ego

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Hoje tramita no Senado Federal o PLS 439/2015 onde consta resumidamente o seguinte:
Da obrigatoriedade da Formação em Administração para o exercício de funções da área. O projeto estabelece que “cargos e funções com atribuições voltadas para os campos da Administração, em organizações privadas, não governamentais e públicas, somente poderão ser providos por Tecnólogos e Administradores profissionais regulares na forma da lei, que ficam OBRIGADOS A COMPROVAR, ANUALMENTE, perante a Organização empregadora, a regularidade com o CRA – Conselho Regional de Administração.
Leia a matéria tire suas conclusões e VOTE não se ESQUEÇA de VOTAR.

Vamos divagar um pouco antes de adentrarmos profundamente nessa questão, e juntamente ver a opinião dos demais colegas a respeito do assunto:

Afinal o que é Ego:

Ego não é um conjunto de atitudes, muito pelo contrário; ele é o centro da consciência de um ser humano. Estudiosos chegam a dizer que ele é a somatória de ideias, pensamentos, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais. Segundo Maria Tereza Maldonado, Mestre em Psicologia Clínica e autora do livro “O bom conflito – juntos buscaremos a solução”, da Integrare Editora, as definições de ego variam de acordo com diferentes teorias sobre a mente humana, mas o significado popular do termo refere-se à consciência que cada ser tem de si, à percepção da própria identidade, e até mesmo ao orgulho próprio.
A expressão popular? Ego inflado, conforme nos conta Maria Tereza, refere-se a um aparente excesso de confiança em si mesmo, um sentimento de ser superior aos demais, e isso transparece em condutas arrogantes. “Comumente, essa máscara esconde um sentimento de inadequação e de incompetência. A pessoa coloca-se como dona da verdade, fechando-se para as contribuições de colegas, tornando-se menos colaboradora por conta da necessidade de se destacar ou de dominar os demais. Um profissional com ego inflado pode até ser competente, mas apresenta dificuldade de trabalhar em equipe, porque carece de inteligência emocional e de inteligência social, e isso sim pode prejudicar sua carreira”,
No entanto, segundo ele, quando o ego faz a pessoa confiar em si mesma e valorizar o seu potencial, ele pode ser positivo. “Porém, se ele ofusca a visão de um profissional que se sente o melhor dos melhores, e com isso torna-se prepotente e arrogante, acabando com sua capacidade de trabalhar em equipe, o ego pode ser altamente maléfico para sua carreira profissional.
Fonte: http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/dicas-emprego/comportamento/em-que-momento-o-ego-atrapalha-as-relacoes-profissionais

Há muito se discute sobre o trabalho em equipe, inclusive em alguns testes de seleção se cogita se a pessoa sabe trabalhar em Equipe. Mas afinal, sabemos ou não trabalhar em equipe, pense reflita dentro do seu EU – Já dizia um amigo meu professor que muitas vezes nos levamos a dizer que sim claro EU SEI TRABALHAR EM EQUIPE, ao ser questionado se em sua CASA você trabalha em equipe – Você ajuda nas tarefas domésticas, ajuda seu pai, sua mãe, seus irmãos?
Isso acontece nas empresas, essa separação entre SETORES, o meu setor é mais importante que o seu – Eu tenho mais mando de PODER que você.

Ajudar o próximo sem receber algo em troca quem faz isso? Penso que todos fazem para ter algo em troca, quer seja reconhecimento, afeto, carinho, retribuição, alguns fazem por questões financeiras, outros para mostra sua superioridade, mas enfim cada qual age de uma maneira.

Até que ponto vale realmente a pena ter a razão? Até que ponto vale à pena querer sempre ser o “sabichão”? Até que ponto vale a pena ter a aprovação das pessoas? Até que ponto vale a pena viver para estar sempre certo? Onde há espaço para a espontaneidade? Onde está a simplicidade em se viver um dia de cada vez, assumindo a postura de um eterno aprendiz? Fonte: http://www.luzdaserra.com.br/briga-de-egos

Após algumas considerações iniciais venho acompanhando algumas notícias na mídia sobre campanha vote a FAVOR – vote CONTRA. – PLS 439/2015

Mobilizações Geral – Como CRC’s – CRP’s – para votarem contra essa PLS

Afinal, será que estão mesmo preocupadas com o profissionalismo, com a valorização do profissional, ou como uma forma de Angariar fundos para sua respectiva Entidade/classe dentro da legalidade da Lei.
Veja as Profissões tais como:
I – a administração de: consórcio, comércio exterior, cooperativas, condomínios, serviços, factoring, hotéis, turismo, logística, locação de mão de obra de qualquer atividade, processos de qualidade, organização de processos seletivos e concursos públicos, portos e aeroportos; administração hospitalar e serviços de saúde, rural, esportiva bem como quaisquer outros campos em que esses se desdobrem ou aos quais sejam conexos ou outros;
II – magistério em conteúdo de formação profissional do campo da administração e da gestão das organizações;
III – perícias judiciais e extrajudiciais, métodos de soluções de conflitos nos campos da Administração e da gestão das organizações;
IV – elaboração e gestão de planos de cargos, carreiras e salários;
V – elaboração e gestão de folhas de pagamento, registros e lançamentos de efetividade de pessoal das empresas e organizações em geral;
VI – auditoria administrativa;
VII – elaboração e gestão de pesquisa salarial, descrição e avaliação de cargos e pesquisa organizacional;
VIII – planejamento, organização, coordenação, execução e controle de serviços de Administração em geral;
IX – elaboração e gestão de sistemas, processos e estruturas administrativas e organizacionais e manual de procedimentos;
X – avaliação de desempenho de pessoas e consultoria em organizações;
XI – elaboração de planejamento estratégico, planos de negócios, planos orçamentários e planos de reposicionamento das organizações.
Com base em nosso título vamos agora dissertar sobre cada um dos setores:
BATALHA DE EGOS – DP X RH X CONTÁBIL X PSICOLOGIA X ADMINISTRAÇÃO

Do último ao primeiro vamos lá!

ADMINISTRAÇÃO

O Conselho Federal de Administração (CFA) é o órgão que no Brasil regulamenta os profissionais formados em Administração. Foi criado em 20 de junho de 1966

O que é Administração?

Administração é o ato de administrar ou gerenciar negócios, pessoas ou recursos, com o objetivo de alcançar metas definidas. É uma palavra com origem no latim “administratione”, que significa “direção, gerência”.
A administração é um ramo das ciências humanas que se caracteriza pela aplicação prática de um conjunto de princípios, normas e funções dentro das organizações. É praticada especialmente nas empresas, sejam elas públicas, privadas, mistas ou outras.

O que é administrador?

Administradores são profissionais que organizam, planejam e orientam o uso dos recursos financeiros, físicos, tecnológicos e humanos das empresas, buscando soluções para todo tipo de problema administrativo. Criam métodos, planejam atividades, organizam o funcionamento dos vários setores da empresa, calculam despesas e garantem a perfeita circulação de informações e orientações.

O que é Administração?

Administração é o ato de administrar ou gerenciar negócios, pessoas ou recursos, com o objetivo de alcançar metas definidas. É uma palavra com origem no latim “administratione”, que significa “direção, gerência”.
A administração é um ramo das ciências humanas que se caracteriza pela aplicação prática de um conjunto de princípios, normas e funções dentro das organizações. É praticada especialmente nas empresas, sejam elas públicas, privadas, mistas ou outras.
Se nós formos verificar o Código Brasileiro de Ocupações existem inúmeras definições e títulos para Administradores CBO
http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/pesquisas/BuscaPorTitulo.jsf
Aqui nesse exemplo vejamos:
2521-05 – Administrador
Administrador de empresas, administrador de marketing, administrador de orçamento, administrador d e patrimônio, administrador de pequenas e média empresa, administrador de recursos humanos, administrador de recursos tecnológicos, administrador financeiro, administrador hospitalar, administrador público, analista administrativo, consultor administrativo, consultor de organização, gestor público
Descrição Sumária:
Planejam, organizam, controlam e assessoram as organizações nas áreas de recursos humanos, patrimônio, materiais, informações, financeira, tecnológica, entre outras; implementam programas e projetos; elaboram planejamento organizacional; promovem estudos de racionalização e controlam o desempenho organizacional. Prestam consultoria administrativa a organizações e pessoas.


PSICOLOGIA
Psicologia Organizacional do Trabalho
O Conselho Federal de Psicologia é uma entidade profissional. Possui regulamentação pelo Decreto 79.822 de 17 de junho de 1977. – Em 20 de dezembro de 1973 foram eleitos os primeiros conselheiros e finalmente instalado o CFP. – Em 27 de agosto de 1974 foram instalados os primeiros sete conselhos regionais. – Em 27 de agosto de 1962 a Lei 4.119, que regulamenta a profissão, foi homologada.

A Psicologia Organizacional, inicialmente denominada como Psicologia Industrial, estuda os fenômenos psicológicos presentes nas organizações. Mais especificamente, atua sobre os problemas organizacionais ligados à gestão de recursos humanos (ou gestão de pessoas).
23,6% dos psicólogos trabalham na área organizacional, o que a torna a segunda maior área da psicologia.
A psicologia está ligada a empresas atualmente, seja no bem-estar de cada um dos colaboradores, até mesmo nas emoções geradas num ambiente de trabalho.
Tradicionalmente, as principais áreas da psicologia organizacional são: recrutamento, seleção de pessoal, treinamento e diagnóstico organizacional.
Algumas das principais atividades do psicólogo organizacional:
• Analisar cargos e salários;
• Realizar seleção e recrutamento de novos funcionários;
• Aplicação de testes psicológicos (atividade exclusiva para psicólogo);
• Realizar pesquisa sobre os sentimentos e emoções dos funcionários;
• Organizar o treinamento de habilidades dos profissionais;
• Organizar um clima organizacional mais eficaz;
• Resolver situações de conflitos entre funcionários;
• Projetar sistema de avaliação de desempenho;
• Avaliar a eficácia de uma prática específica.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Psicologia_organizacional
Se efetuarmos uma busca na CBO – talvez possamos identificar 4 CBO no que diz respeito ao campo Organizacional de uma empresa tais como:
2515-05 – Psicólogo educacional
2515-10 – Psicólogo clínico
2515-30 – Psicólogo social
2515-40 – Psicólogo do Trabalho

Descrição sumário:
Estudam, pesquisam e avaliam o desenvolvimento emocional e os processos mentais e sociais de indivíduos, grupos e instituições, com a finalidade de análise, tratamento, orientação e educação, diagnosticam e avaliam distúrbios emocionais e mentais e de adaptação social, elucidando conflitos e questões e acompanhando o(s) paciente(s) durante o processo de tratamento ou cura; investigam os fatores inconscientes do comportamento individual e grupal, tornando-os conscientes; desenvolvem pesquisas experimentais, teóricas e clínicas e coordenam equipes e atividades de área e afins.

CONTÁBIL

Conselhos de Contabilidade foram criados através do Decreto-Lei nº 9.295/46, de 27 de maio de 1946 e tem como função precípua a fiscalização do exercício profissional, além de estabelecer normas e princípios a serem seguidos por todos os profissionais da contabilidade. Os mesmos constituem-se pessoas jurídicas de direito privado que, por delegação, prestam serviços públicos.
“Art. 1º Ficam criados o Conselho Federal de Contabilidade e os Conselhos Regionais de Contabilidade, de acordo com o que preceitua o presente Decreto- Lei.
Art. 2º A fiscalização do exercício da profissão de contabilista, assim entendendo-se os profissionais habilitados como contadores e guarda-livros, de acordo com as disposições constantes do Decreto nº 20.158, de 30 de junho de 1931, Decreto nº 21.033, de 8 de fevereiro de 1932, Decreto-Lei nº 6.141, de 28 de dezembro de 1943 e Decreto-Lei nº 7.988, de 22 de setembro de 1945, será exercida pelo Conselho Federal de Contabilidade e pelos Conselhos Regionais de Contabilidade a que se refere o artigo anterior.”
De acordo com o Art. 10, e suas alíneas, do mesmo Decreto, ficam estabelecidas as atribuições dos Conselhos Regionais de Contabilidade:
“Art. 10 São atribuições dos Conselhos Regionais:
a) expedir e registrar a carteira profissional prevista no artigo 17;
b) examinar reclamações e representações escritas acerca dos serviços de registro e das infrações dos dispositivos legais vigentes, relativos ao exercício da profissão de contabilista, decidindo a respeito;
c) fiscalizar o exercício das profissões de contador e guarda-livros, impedindo e punindo as infrações, e, bem assim, enviando às autoridades competentes minuciosos e documentados relatórios sobre fatos que apurarem, e cuja solução ou repressão não seja de sua alçada;
d) publicar relatório anual de seus trabalhos e a relação dos profissionais registrados;
e) elaborar a proposta de seu regimento interno, submetendo-o à aprovação do Conselho Federal de Contabilidade;
f) representar ao Conselho Federal de Contabilidade acerca de novas medidas necessárias, para regularidade do serviço e para fiscalização do exercício das profissões previstas na alínea b, deste artigo;
g) admitir a colaboração das entidades de classe nos casos relativos à matéria das alíneas anteriores. ”

RESOLUÇÃO CFC Nº 560 de 28 de outubro de 1983

Capitulo I – DAS ATRIBUIÇÕES PRIVATIVAS DOS CONTABILISTAS

Art. l º O exercício das atividades compreendidas na Contabilidade, considerada está na sua plena amplitude e condição de ciência Aplicada, constitui prerrogativa, sem exceção, dos contadores e dos técnicos em contabilidade legalmente habilitados, ressalvas as atribuições privativas dos contadores.

Art. 2º O Contabilista pode exercer as suas atividades na condição de profissional liberal ou autônomo, de empregado regido pela CLT, de servidor público, de militar, de sócio de qualquer tipo de sociedade, de diretor ou de Conselheiro de quaisquer entidades, ou em qualquer outra situação jurídica pela legislação, exercendo qualquer tipo de função.

Essas funções poderão ser as de:
analista, assessor, assistente, auditor ,interno ou externo, conselheiro, consultor, controlador de arrecadação, “controller”, educador, escritor ou articulista técnico, escriturador contábil ou fiscal, executador subordinado, fiscal de tributos, legislador, organizador, perito, pesquisador, planejador, professor ou conferencista, redator, revisor,
Essas funções poderão ser exercidas em cargos como os de:
chefe, subchefe, diretor, responsável, encarregado, supervisor, superintendente, gerente, subgerente, de todas as unidades administrativas onde se processem serviços contábeis.

Quanto à titulação, poderá ser de:
contador, contador de custos, contador departamental, contador de filial, contador fazendário, contador fiscal, contador geral, contador industrial, contador patrimonial, contador público, contador revisor, contador seccional ou setorial, contadoria, técnico em contabilidade, departamento, setor, ou outras semelhantes, expressando o seu trabalho através de:
No código Brasileiro de Ocupações existem vários títulos para contador vamos como exemplo:
2522-10 – Contador
Administrador de contadorias e registros fiscais, Analista contábil, analista de balanço, analista de contabilidade, analista de contas, analista d e contas a pagar, analista de custos, assistentes de contabilidade industrial, assistente de contador de custos, assistente de contadoria fiscal, assistente de controladoria, contabilista, contador judicial, controller(contador), coordenador de contabilidade, especialista contábil, gerente de contabilidade, inspetor de agência bancária, subcontador, supervisor de contabilidade, técnico de controladoria.

Descrição sumária

Legalizam empresas, elaborando contrato social/estatuto e notificando encerramento junto aos órgãos competentes, administram os tributos da empresa; registram atos e fatos contábeis; controlam o ativo permanente; gerenciam custos; administram o departamento pessoal; preparam obrigações acessórias tais como: declarações acessórias ao fisco. Órgãos competentes e contribuintes e administra o registro dos livros nos órgãos apropriados; elaboram demonstrações contábeis; prestam consultoria e informações gerenciais; realizam auditoria interna e externa; atendem solicitações de órgãos fiscalizadores e realizam perícia.

RECURSOS HUMANOS

Com relação ao setor de Recursos Humanos vamos falar um pouco sobre sua evolução no Brasil:
Segundo Araújo (2006, p 3), os processos de admissão e demissão eram conduzidos pela própria chefia de pessoal dada a importância legal de que se revestia a contratação ou, muito mais importante, dados os procedimentos de desligamento. De qualquer maneira o controle legal-trabalhista exigia da chefia um profundo conhecimento das leis trabalhistas, daí o fato que os recursos humanos ou na época departamento pessoal eram constituídos por advogados ou bacharéis em direito e assim foi até o final da década de 70.
A evolução de RH nas organizações sempre teve como causa primeira, pressões de fatores externos; ou seja, foi marcada nos primeiros tempos, pelos modelos trazidos pelas multinacionais instaladas no Brasil, porém estivemos sempre defasados em relação aos EUA e outros países europeus. Em nenhuma fase, a evolução aconteceu pela força das teorias de organizações e liderança proativa de RH.
Há inúmeras outras definições de RH desde RH mocinho até o RH Bandido.
Enfim, realmente a partir da década de 80 no Brasil que começou a tomar um rumo diferente o setor de Recursos Humanos, voltando essencialmente para a Gestão de Pessoas – conhecer o ser humano.
A Hoyler foi fundada pelo professor Dr. Siegfried Hoyler que, obteve em 1985, a autorização para funcionamento da Faculdade Brasileira de Recursos Humanos, em São Paulo, tendo sido esta faculdade a primeira na área de Administração com ênfase em Recursos Humanos no Brasil e, também, a primeira instituição do complexo denominado, atualmente, Faculdades Hoyler. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Faculdades_Hoyler
Atualmente o setor de RH é composto por Profissionais ligado a área de Administração, por Psicólogos e por profissionais formados em cursos superiores de tecnólogos e profissionais de Departamento Pessoal e Segurança e medicina do trabalho.
O que se vê muito no mercado é profissional fazendo recrutamento e seleção sem ter no mínimo um curso superior, agora será que fazendo um curso tecnólogo esse profissional estará habilitado a fazer Recrutamento e Seleção? Não estou para julgar competências, e sim para uma qualificação e valorização de todos os profissionais, e penso que para isso nada mais que se tenha no mínimo um curso tecnólogo superior.
Muito embora o RH esteja ligado em alguns aspectos ao campo de Psicologia o que ele tem feito nesses últimos tempos para melhorias do setor e dos profissionais atuantes no mercado de trabalho?
No mundo Generalista que vivemos tem empresas que ao recrutar estão exigindo cada vez mais do profissional querem recrutar para área de Recursos Humanos um profissional formado em Psicologia e que tenha habilidades e competências em Folha de Pagamento – Encargos trabalhistas dentre outras competências será esse o caminho correto?
Porém o que fazer, o CRP abriu campo para que os profissionais tecnólogos pudessem serem representados por sua classe.
Em uma busca CBO – Código Brasileiro de Ocupações – Recursos Humanos temos os seguintes títulos
Administrador de Recursos Humanos
Analista de Recursos Humanos
Diretor de Recursos Humanos
Diretores de Recursos Humanos e Relações de Trabalho
Profissionais de Recursos Humanos
Vamos há algumas descrições sumárias

2524-05 – Analista de recursos humanos
Analista de cargos e salários, Analista de ocupações
Descrição Sumária
Administram pessoal e plano de cargos e salários; promovem ações de treinamento e de desenvolvimento de pessoal. Efetuam processo de recrutamento e de seleção, geram plano de benefícios e promovem ações de qualidade de vida e assistência aos empregados. Administram relações de trabalho e coordenam sistemas de avaliação de desempenho. No desenvolvimento das atividades, mobilizam um conjunto de capacidades comunicativas.
1232-10 – Diretor de relações de trabalho

Descrição Sumária

Lideram atividades do departamento pessoal; formulam políticas de cargos e salários e benefícios; desenvolvem estratégias de seleção, treinamento e desenvolvimento de pessoal. Participam na formulação e execução de estratégias e planos de negócios da empresa; coordenam políticas de integração e eventos, na empresa e comunidade externa; conduzem atividades de integração de recursos humanos, em processos de fusão e integração.
1422-05 – Gerente de Recursos Humanos
Coordenador de RH, Gerente de planejamento de salários e benefícios, Gerente de relações de recursos humanos, Gerente de relações humanas, Gerente de relações industriais
1422-10 – Gerente de Departamento Pessoal
Administrador de pessoal, coordenador de administração de pessoal, gerente de administração de pessoal. Gerente de divisão de pessoal, gerente de setor de pessoal, gerente de sistemas administrativos de pessoal.
Enfim essas são as atribuições do setor de Recursos Humanos.
Ao nos aprofundarmos teremos ainda,
Agente de recrutamento e seleção
3513-15 – Agenda de Recrutamento e seleção
Descrição Sumária

Controlam rotina administrativa. Realizam atividades em recursos humanos e intermedeiam mão-de-obra para colocação e recolocação. Atuam na área de compras e assessoram a área de vendas. Intercambiam mercadores e serviços e executam atividades nas áreas fiscais e financeira.

Vamos lá
O Conselho Federal de Administração, a partir de sua Resolução Normativa nº 374, de 12 de novembro de 2009, passa a reconhecer os cursos superiores de tecnologia em Gestão que estejam devidamente regulamentados junto ao MEC. Na prática, isso quer dizer que essas graduações passam a ter o seu registro profissional junto ao Ministério do Trabalho e gozar de toda proteção e benesses oferecidas pelo CFA.
Com isso abriu para que os profissionais formados no curso tecnólogo como Exemplo Recursos Humanos, Marketing, logística, possa assim pertencer a uma classe e ter seu respectivo registro.

Registro de técnico Contábil existe?
A Lei Federal nº 12.249/10, aprovada pelo Congresso e em vigor, extinguiu essa prática. O dispositivo passou a fazer parte do Decreto-Lei 9.295, de 1946, a norma que regulamenta a profissão contábil e determina que somente os bacharéis em Ciências Contábeis possam se registrar no Conselho.
Como vimos acima, em 2009 o CRA, abre as portas para os Tecnólogos, em 2010 o CFC fecha as portas para o curso técnico.
Vamos aqui fazer um comentário acerca dessa Lei Federal, que extingui o Técnico Contábil
No mundo globalizado e competitivo como as coisas acontecem rapidamente, o jovem quer se ingressar no mercado de trabalho com mais competência e rapidez, penso que isso foi um retrocesso, eis que algumas classes se abriram para os cursos tecnólogos, enquanto outras simplesmente deixaram de existir. Penso que devemos abrir a mente para o futuro, e não ficarmos aqui pensando que em um curso tecnólogo o indivíduo em nada se aprende. Penso que se ao extinguir o curso técnico contábil deveria sim se expandir para uma graduação mais rápida através do tecnólogo em Contabilidade.
Em atenção especial ao jovem que ingressa mais cedo no mercado de trabalho gerando perspectivas melhores de vida, ou até mesmo no início de sua carreira tendo que sustentar a casa, bancar seus estudos. Agora como que há valorização desse profissional ao restringir que somente após concluído Ensino Superior pode então ter uma vida financeira mais saudável, será que concluir uma faculdade é sinônimo de uma melhor posição ou durante esse caminho teremos muitas pedras para tirar do sapato e muito espinhos para retirar das mãos.
Ah! Mas claro, existe sim o cargo de auxiliar Contábil, como menos projeção, salário baixo.
Outro exemplo se o indivíduo não tem condições financeiras de fazer um curso superior de Enfermagem, começa fazendo um curso auxiliar de Enfermagem, curso Técnico de Enfermagem, para depois galgar uma posição melhor partindo para um curso Superior de Enfermagem, e quem sabe assim possa ainda ir mais longe com curso Superior de Medicina.

DEPARTAMENTO PESSOAL

Praticamente durante 30 anos de profissão, boa parte atuei em Departamento Pessoal sem saber que estava fazendo Recursos Humanos, quando parti para uma especialização Curso Tecnólogo em Recursos Humanos, quando ao me deparar com as disciplinas quase ou praticamente nada posso dizer que tivemos oportunidade de estudar da área de Departamento Pessoal.
Mas afinal desde quando mesmo existe departamento pessoal, aí a história é longa, vamos simplificar podemos dizer que Departamento Pessoal existe até mesmo antes da nossa CLT que data de 1943, já em 1930 já existia a função de Chefe Departamento Pessoal.
Hoje fazendo uma Pós em Direito do Trabalho, ainda penso que esse setor ficou parado no tempo, e em especial a nova era que está por vir denominada era Sped – Sistema Público de Escrituração Digital e um novo programa do Governo denominado eSocial que irá para alguns facilitar a movimentação trabalhista, financeira de todo o trabalhador, interligando os dados com os entes do Governo – Caixa Econômica Federal, Ministério do Trabalho e Previdência, Receita Federal.
Enfim, e nós profissionais de DP – ficamos à mercê? Sem termos uma representatividade atuante que possa realmente nos representar – Ora como vimos acima detalhadamente todos os setores que teoricamente estaríamos de estar vinculados, somos do Contábil, ora somos do RH, ora somos Administradores, ou somos da Psicologia – mas que confusão – Onde EU ESTOU? – Qual o meu SER.
Afinal caros colegas profissionais de Departamento Pessoal e afins ao qual categoria você pertence? Ou pensa que pertence?
Será que se eu fizer um curso Superior em Administração eu tenho condições de sair administrando e executando uma folha de pagamento via sistema, e ainda mais via eSocial, qual o preparativo das faculdades para isto?
Ou se eu fizer um curso Tecnólogo em Recursos Humanos, estou apto a realizar todas as tarefas da área de Departamento Pessoal.
Será que preciso cursar 04 anos em curso superior de Bacharel em Ciências Contábeis, para enfim ter meu diploma e poder exercer o Cargo de Encarregado de Departamento Pessoal.
Ou ainda, nossa Legislação Trabalhista e Previdenciária com inúmeros artigos, inúmeros enunciados, Sumulas, Jurisprudências, inúmeros Sindicatos, interpretações, talvez para exercer a função de Departamento Pessoal hora tenhamos até que ser Advogado, ou pelo menos ter conhecimentos Direito do trabalho para esse fim.
E você já parou para pensar?
Não está na hora de revermos nossos conceitos?
Vamos analisar alguns CBO – Código Brasileiro de Ocupações
Ocupação:
Administrador de Pessoal
Apontador ou Anotador de Pessoal – Mão-de-obra
Auxiliar de Pessoal
Chefe de Departamento Pessoal
Coordenador ou Gerente de Administração de Pessoal
Gerente de setor de Pessoal
Gerente de sistemas Administrativos de pessoal
Supervisor Administrativo de Pessoal
Analista de folha de Pagamento
1422: Gerentes de recursos humanos e de relações do trabalho
1422-10 – Gerente de Departamento Pessoal, coordenador …
Descrição Sumária
Gerenciam atividades de departamentos ou serviços de pessoal, recrutamento e seleção, cargos e salários, benefícios, treinamento e desenvolvimento, liderando e facilitando o desenvolvimento do trabalho de equipes. Assessoram diretoria e setores da empresa em atividades como planejamento, contratações, negociações de relações humanas e do trabalho. Atuam em eventos corporativos e da comunidade, representando a empresa.
4110: Agentes, assistentes e auxiliares administrativos
4110-30 – Auxiliar de pessoal – Apontador de cartões de ponto
Descrição Sumária
Executam serviços de apoio nas áreas de recursos humanos, administração, finanças e logística; atendem fornecedores e clientes, fornecendo e recebendo informações sobre produtos e serviços; tratam de documentos variados, cumprindo todo o procedimento necessário referente aos mesmos. Atuam na concessão de microcrédito a microempresários, atendendo clientes em campo e nas agências, prospectando clientes nas comunidades.

Quanto a classificação do Analista de Folha de Pagamento:
4131: Auxiliares de contabilidade
Títulos
4131-05 – Analista de folha de pagamento – Calculista de folha de pagamento
Descrição Sumária

Organizam documentos e efetuam sua classificação contábil; geram lançamentos contábeis, auxiliam na apuração dos impostos, conciliam contas e preenchimento de guias de recolhimento e de solicitações, junto a órgãos do governo. Emitem notas de venda e de transferência entre outras; realizam o arquivo de documentos

Minhas considerações:
Lado Positivo
:

Penso que todo profissional em especial Departamento Pessoal deva ser qualificado com um curso especifico Tecnólogo em Departamento Pessoal, eis que consta no PLS que todo profissional deva ser qualificado. Com essa medida acredito que todos devam ser melhores remunerados.

Lado Ruim:

Será que estão querendo engessar tudo de uma tal forma que fique atrelado ao CRA – Conselho Regional de Administração. – Será uma forma de arrecadar mais?
Estão de fato se preocupando com a qualificação profissional e com melhores profissionais no mercado.
E a Garantia ao Direito ao Livre Exercício da Profissão e à Liberdade de Trabalho:
O direito à livre escolha da profissão, penso que cabe nesse caso ao profissional nesses casos relatados opinar por essas classes acima mencionadas ou outras que possam a vir a surgir para que possa se sentir representando, claro dentro se suas especificações e qualificações.
A liberdade de escolha não implica a liberdade de exercício da atividade. Escolher não significa poder exercer. Determinadas atividades laborais – como já mencionado – estão submetidas ao preenchimento de “qualificações profissionais” previstas em lei. No caso de a lei estabelecer tais requisitos, o exercício da atividade laboral acaba condicionado. Somente é cabível mediante o regular cumprimento dos pressupostos qualificadores determinados em lei. De outra parte, a liberdade de escolha sujeita-se, também, a condições e circunstâncias de ordem fática, a exemplo das condições físicas, mentais e econômicas de seus titulares.
O direito de acesso às profissões
O direito ao livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão a garantia de meios e formas à obtenção das condições necessárias ao exercício das respectivas atividades laborais. Tal direito se refere, sobretudo, àquelas atividades que demandam a observância de “qualificações profissionais” exigidas em lei.
Sob esta perspectiva, devem ser acessíveis a qualquer pessoa as condições suficientes de receber a formação escolar e técnica legalmente requisitada. Mesmo que restrita – geralmente devido a condicionamentos de cunho financeiro, físico e material.
O que vejo no mercado de trabalho são empresas cada vez mais querendo que o profissional seja qualificado, porém grande parte das empresas não querem fazer parte desse processo de qualificação, porém devemos nos atentar o que dispõe o art. 390-C da CLT, acrescido pela Lei no. 9.799, de 26/05/99, DOU de 27/05/99 – As empresas com mais de 100 empregados, de ambos os sexos, deverão manter programas especiais de incentivos e aperfeiçoamento profissional da mão-de-obra.
Para você ser um profissional como exemplos você precisa:
Ser um médico CRM; Administrador CRA; Psicólogo CRP; Contador CRC – Enfermeiro COREN; para exercer a função de Técnico de Segurança do trabalho ou Secretária, precisa registro diretamente no Ministério do Trabalho e Emprego, uma vez que ainda não são considerados como um Conselho.
E agora fica a Pergunta?

Enfim, com todo esse desalinho, o profissional de Departamento Pessoal – ou Recursos Humanos a qual classe deve pertencer – órgão ou Conselho, ou será que deveríamos ser uma categoria diferenciada e termos nosso próprio Conselho, ou pelo menos um registro no Ministério do Trabalho?

Penso que o momento seria de unir forças e Não Medir forças! …

Com relação a valorização do profissional de Departamento Pessoal tenho um artigo que comento a respeito acesse link: http://www.portalhmarin.com.br/valorizacao-do-profissional-de-departamento-pessoal-2/

Para maiores informações a respeito do PLS 439/2015 – acesse: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=122183

Não esqueça faça seu Voto de acordo com sua convicção

Hamilton Marin
Consultor e Auditor Trabalhista

Outras fontes de pesquisa:
http://www.tactus.com.br/2009/11/19/conselho-federal-de-administracao-regulamenta-tecnologos/
http://www.blogsegurancadotrabalho.com.br/2015/04/registro-profissional-de-tec-de-seguranca-do-trabalho.htmlhttps://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_Federal_de_Psicologia_do_Brasil
http://www.portaldecontabilidade.com.br/legislacao/resolucaocfc560.htm
http://www.crprs.org.br/comunicacao/noticias/participe-de-consulta-publica-e-vote-contra-o-projeto-de-lei-do-senado-que-retira-psicologosas-da-atuacao-em-rh-3490http://portalcfc.org.br/coordenadorias/fiscalizacao/faq/faq.php?id=6384

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